#PoesiaImersa: O Pássaro Guerreiro

(Para Gian, Sol e Inaê)


Oh pássaro construtor de notas.
Transforma aço em melodia.
Materializa teu canto.
Se encantou com a montanha encantada.
E decidiu repousar.
Fez do barro tua casa.
Pouso de pássaro velho.
Descansou.

Mas, pássaro velho não descansa.
(Re)pousa.
É vivo por luta.
Sobrevivência natural de um grande pássaro.
Sempre foi alvo.
Nunca foi pego.
É pássaro guerreiro.
E (en)canta alto.

Mas, um dia, chega o grande outro.
Não canta, nem encanta.
Assusta o pássaro velho.
Faz fumaça.
Faz fogo.
O pássaro chora, mas voa alto.
Ele nunca desiste.
É força da natureza.

O vento enxuga suas lágrimas.
Apaga o fogo.
O pássaro mergulha nas cinzas.
Se mistura com ela.
E descobre que barro pisado não queima.
Apenas retorna à sua essência.
Volta para os braços da grande Mãe.
Vira força subjetiva.
Desmaterializa-se.

Oh pássaro velho, abre tuas asas e voa!
Recomeça.
Ressurja das cinzas e cante alto.
Canta, canta, canta pássaro velho!
Tu és força!
Reconstrua tuas notas!
E transforma a tua melodia em grito de pássaro guerreiro.
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