Vestígio (2025), integrante da série Todos os Silêncios do Mundo, apresenta um vestido ampliado construído por camadas de tecidos e véus serigrafados com marcas corporais. A obra nasce da escuta de narrativas de mulheres em situação de violência. A transparência dos materiais cria uma tensão entre ocultamento e revelação, evocando aquilo que historicamente foi silenciado. Nesse contexto, a serigrafia atua como gesto político de inscrição da memória, transformando o tecido em suporte de denúncia e resistência frente ao apagamento social dessas experiências.