A reescrita de um livro através do bordado que surge como corte, na medida em que possibilita a construção de novos significantes, faz aparecer e desaparecer a palavra, muda o sintoma, o sentido, o mesmo significante, outros significados. Assim, livro é tecido e a bordadeira torna-se, no ato de bordar, o centro do processo da palavra.
[…] escrever é, hoje, fazer-se o centro do processo de palavra, é efetuar a escritura afetando-se a si próprio, é fazer coincidir a ação e o afeto, é deixar o escritor no interior da escritura, não a título de sujeito psicológico […], mas a título de agente da ação. (BARTHES, 1971, p.22)
E, nas palavras de Llensol, ”no fim da tarde desejaria lentamente bordar páginas de livros, e guardá-las” (p. 21).






















