Na parte superior do pescoço
um nó
entrada de abertura estreita
e saída bloqueada
na moldura côncava
o tecido arranha
carrega o tempo
e espaços concedidos
o sufocamento é insuportável
grita em olhos tristes
em amores platônicos
e em registros de reuniões inúteis
a seta aponta para baixo
instaura a relação
num corpo que deixa de ser
apenas forma
ela sente a dor da passagem
da transmutação da palavra
do silêncio trazido
do trapo da gravata
e no colo da vasilha
ou da estrada estreita
garganteia
dança a armadilha e se diverte
desengole






