

costurar o atormento
a fragmentação humana
o descompasso entre aquilo que é real
e o que é imaginário
tocar o subjetivo
e fazer emergir o particular
nessa costura
não existe intencionalidade
e o aberto se torna o meio
de construção de sentido
o aberto é pedaço de corpo
a letra é corpo
O poema é corpo
a guerra lembra a fragilidade do corpo
a mulher, um corpo queimado
há quem coma restos de corpos
vi uma criança em pânico
o pânico é corpo
do outro lado da tela
um corpo desenhado
com fome
a fome é corpo
o sorriso é corpo
a boca tocando a outra é corpo
o ex-voto também é corpo
a mentira é corpo
a verdade
um pedaço de corpo
o atormento é corpo
e a costura
uma forma de vínculo
a cura do que está fraturado
uma simbolização
de um corpo porvir






























Em 2024, essa performance foi refeita no Ocupação Artística Paulo Nazareth – PEDAGOGIA na Faculdade de Educação na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.





















